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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Seu Bolso: aumente seus ganhos nos fundos de investimentos

Você tem exata noção do ganho real propiciado pelo seu fundo de investimento? Esse dinheiro que de fato o investidor coloca no bolso no momento do resgate é chamado, no jargão do mercado financeiro, de rentabilidade líquida e depende de dois fatores principais: taxas cobradas e Imposto de Renda (IR). Como a maioria das pessoas só observa a rentabilidade bruta do fundo, vamos ensinar importantes estratégias para elevar a rentabilidade líquida dessas aplicações.
O primeiro passo para otimizar seus ganhos é procurar fundos de investimentos onde a cobrança de taxas é menor. A principal delas é a taxa de administração exigida pelos bancos, que incide sobre o patrimônio total da aplicação. Esse encargo, nos fundos de investimento, varia de 0,5% a 4%. A principal dica: os fundos que cobram as menores taxas – de 0,5% a 1% – geralmente são aqueles que exigem aplicações iniciais mais altas, a partir de R$ 50 mil. É preciso observar ainda se o administrador do fundo cobra outras taxas, como a de performance e de entrada ou saída.
Para se ter ideia de como taxas administrativas podem minar a rentabilidade líquida do seu fundo de investimento, vamos apresentar dois exemplos. Considerando uma aplicação inicial de R$ 10 mil que alcançou rentabilidade bruta de 11% ao ano, se o fundo tiver uma taxa administrativa de 1% ao ano, o ganho de fato será de R$ 10.791,20 ou rentabilidade líquida de 7,91% ao ano. Já um fundo com igual rentabilidade, mas com taxa de administração anual de 4% garantirá um ganho final bem menor, de R$ 10.524, ou rendimento líquido de 5,24%. Nesses dois casos, foi considerado o pagamento da alíquota de 20% do IR.
Se você não conta com um capital inicial maior para ingressar em fundos de investimentos com taxas mais baixas, há uma forma de compensar essa desvantagem procurando se beneficiar da redução progressiva do IR – válida para as aplicações de renda fixa. Em saques até 180 dias, a alíquota do IR será de 22,5% sobre o rendimento, depois diminui para 20% em resgates entre 181 e 360 dias, 17,5% se o saque for feito entre 361 e 720 dias e para 15% em resgates nos prazos superiores a 720 dias (dois anos). Na prática, é interessante buscar fundos de longo prazo e se programar para não realizar resgates – totais ou parciais – antes de dois anos. Nos fundos de ações, não há essa regressividade de IR, sendo a alíquota fixa em 15%.
Outro fator que precisa ser considerado para se calcular o ganho efetivo de um fundo é saber quanto ele rendeu acima da inflação. No entanto, não há como evitar as perdas produzidas por essa componente macroeconômica.
* Oswaldo Scaliotti é jornalista formado pela Universidade Federal do Ceará -UFC, MBA em Informações Econômicas e Financeiras pela FIA/BM&FBovespa e especialista em Assessoria em Comunicação pela Unifor.

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