O Brasil enfrentava o Uruguai num jogo daqueles! Valia o título e o empate era deles. Me transformei de verde e amarelo e em frente a TV não podia acreditar no que via. A superioridade era a mesma de sempre, mas algo parecia errado. Esquisito. Fora do eixo.
Foi então que me dei conta de que aquela não era a Seleção Brasileira. Era um grupo de amigos fanfarrões, muleques, meninos que devem ter feito uma vaquinha, comprado um jogo qualquer de uniforme que vendem no centro, com as cores da Canarinho e pronto! Estavam disputando um racha.
E do outro lado, o pessoal de azul parecia dizer: “Se vier pra cima é peia!” Assim, logo deu pra ver quem era o abusado, porque foi o primeiro a apanhar. Daí em diante ficou um brutamonte colado nele quase o tempo todo. Só esqueceram que num racha, às vezes, um carrega o outro e assim o politicamente correto e habilidoso camisa 10, deitou e rolou. Fez três gols, deu assitências, trouxe a marcação com ele e abriu espaço para aquele abusado a que já me referi, marcar dois. Um show de bola digno de seleção.
É claro que os de azul ficaram ‘p’ da vida, ameaçaram, viraram pau de dar em doido e provocaram demais até o apito final. Era bem facinho acabar em confusão. Mas a negada de amarelo não ganhou só na bola, não. Venceu também na manha, na malícia, na crença de que é possível ganhar sem apelar. Sem entrar na ‘onda’ que durante anos ou décadas os fez perder a cabeça e pior, o jogo. Foi tão legal que eu queria bater esse racha também, óh!



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