Algo estava estranho. Com menos de dez minutos o Brasil já tinha perdido seus dois zagueiros, Juan expulso e Bruno Uvini com fratura na fíbula, e a Argentina vencia por 1 a 0. Mesmo com um a menos o Brasil conseguiu o empate, mas os “hermanos” passaram a frente de novo e a partida terminou em 2 a 1.
Funes Mori abriu o placar depois de sofrer e cobrar o pênalti cometido por Juan. Pouco antes o Brasil havia perdido Bruno Uvini e o técnico Ney Franco colocou Saimon e Romário em campo. Além do capitão, Oscar também foi substituído.
Diferentemente do que se pode imaginar, a Argentina não aproveitou a vantagem numérica para atacar o Brasil, muito pelo contrário. A Seleção encurralou o adversário no campo de defesa e chegou perto de marcar.
O público presente, que estava ao lado do Brasil, aplaudiu a Seleção tanto na saída quanto na volta do intervalo. De fato, a entrega dos jogadores brasileiros era contagiante.
No segundo tempo, o técnico Ney Franco rearrumou a equipe taticamente e passou a jogar com três zagueiros, três meias, dois armadores e um atacante fixo. E foi justamente o centro-avante Willian que empatou a partida. Depois de passe de Neymar ele acertou um chutaço, de fora da área, no canto direito do goleiro.
O Brasil, que continuava mais presente no ataque, estava mais perto de marcar quando sofreu o segundo gol. Num lance de desatenção, a Argentina passou voltou a ficar na frente no placar, dessa vez em definitivo.
Apesar da derrota, o Brasil depende apenas de seus próprios resultados para conquistar o Sul-Americano Sub-20. O próximo adversário será o Equador e, por último, o Uruguai, adversário direto na luta pelo título.
Os uruguaios, por sinal, lideram o hexagonal final com 7 pontos. O Brasil vem logo atrás com seis, mesmo número da Argentina, mas está em vantagem por conta do saldo de gols.

Fonte: CBF